BABILÔNIA
Áudio – dia: 19/09
Miss. Anna Miranda
Ref. Jeremias 51: 1, 6, 28, 45, 46, 47 (esses foram os citados, porém
todo o capítulo deve ser lido)
É uma palavra de Deus através de Jeremias como último alerta da parte
do Senhor (grito de misericórdia) para alguns que ali que estavam na Babilônia.
Porque o Senhor estava sentenciando Babilônia da destruição? O que
tinha na Babilônia que tinha provocado a ira do Senhor? Crimes, prostituição,
idolatria, destruição, um povo que tinha tudo para ser abençoado e que rejeitou
a benção. Babilônia se preocupava com tudo o que se referia aos desejos
terrenos e carnais, menos com o Senhor.
Mas, o Senhor trouxe esse alerta porque no meio desse povo, existiam pessoas
que queriam viver em comunhão com Deus, que tinham um chamado do Senhor.
Deus é justiça e não queria que esse povo (por falta de opção ou de
conhecimento) fosse contaminado e punido juntamente com os demais.
Fugi do meio de babilônia, e livrai cada um a sua alma, e não vos
destruais na sua maldade; porque este é o tempo da vingança do SENHOR; que lhe
dará a sua recompensa. (Jeremias
51:6).
Saí do meio dela, ó povo meu, e livrai cada um a sua alma do
ardor da ira do Senhor. (Jeremias
51:45)
E para que porventura não se enterneça o
vosso coração, e não temais pelo rumor que se ouvir na terra; porque virá num
ano um rumor, e depois noutro ano outro rumor; e haverá violência na terra, dominador
contra dominador. (Jeremias
51:46)
O que o Senhor está falando? Que viria mais destruição, morte e
violência (luta, guerra) entre dominador e dominador (demônios de alta patente contra
demônios de alta patente).
Trazendo para nossas vidas, podemos nos questionar acerca da nossa
santidade porque, literalmente, não fazemos nada disso. Mas, isso é um olhar superficial
porque não estamos dentro da Babilônia, mas isso não quer dizer que a Babilônia
não esteja dentro de nós.
O Senhor nos chama a fazer essa reflexão. O que está dentro das nossas
mentes e do nosso coração? Será que não há nada que em nós (e que existia na
Babilônia) capaz de acender a ira de Deus sobre nós? A Babilônia pode
representar várias coisas:
a)
Nossa resistência em ouvir a voz de Deus e
obedecer;
b)
Nosso ego (o povo da Babilônia se achava autossuficiente);
c)
Idolatria (tudo o que colocamos no lugar de Deus
ou quando não priorizamos as coisas de Deus);
d)
Prostituição (deixar de ter pudor para agir de
forma correta pra conseguir o que deseja, deixar de fazer o bem porque você não
está em destaque ou se beneficiando, aferir vantagem em cima dos outros);
e)
Inveja;
f)
Porfiria;
g)
Mentira;
h)
Dissensão;
i)
Falta de amor (próprio e ao próximo como a nós
mesmos);
j)
Primeiro erro fatal: não amar a Deus
verdadeiramente.
Será que estamos verdadeiramente fora da Babilônia? Será que a Babilônia
não está empreguinada em nós?
Será que não estamos como o povo de Israel no deserto que não tirou o
Egito de dentro de si e fez com que o Senhor os conduzisse por 40 anos durante uma
jornada que não duraria mais do que um ano por causa da dureza do coração, da
resistência de seus corações? E mesmo assim, muitos não alcançaram a promessa
ainda que vissem e vivessem na presença de Deus todos os dias.
A gente olha e fica achando que eles eram burros porque viram com
próprios olhos os milagres de Deus: abrir o Mar Vermelho, chover alimento dos
Céus, tirar água de uma rocha e ainda assim, o povo continuou sendo duro com o
Senhor e perderam a promessa.
Se olharmos para nós, não somos diferentes. Temos promessas retardadas
nas nossas vidas porque resistimos a Deus, resistimos mudar, resistimos a voz
do Senhor e abrir mão do nosso ego, resistir a renunciar aquilo que não condiz
com a vontade do Senhor.
Essa Palavra nos diz isso, que Deus está nos dando mais uma grande
oportunidade de sair da Babilônia e de arrancar a Babilônia de nós. Deus está
dando uma oportunidade de olhar para nós mesmos e dar lugar ao Seu Santo
Espírito! Não vamos deixar que nossas bênçãos sejam retardadas por resistência,
por meninice. Vamos dar uma basta. Depende somente de nós que o nosso cativeiro
seja virado.
O sofrimento de Jó foi prorrogado porque Deus queria ter um encontro
verdadeiro com ele. Quando mais Jó dava ouvidos aos amigos e resistia, Deus
prorrogava seu sofrimento. Até o dia que Deus se apresentou e Jó confessou que
era necessário o sofrimento porque antes ele só conhecia Deus de ouvir falar, e
Deus virou o cativeiro de Jó.
Será que não estamos precisando descer e renunciar nossas vontades e
razões e ouvir verdadeiramente a Deus e obedecer? Deus está nos dando mais uma
oportunidade e, de assim como Jó, e evitar a prorrogação do nosso sofrimento.
As lutas são permitidas por um propósito e o tempo de luta depende de
como nos posicionamos em Deus, da iniciativa de fechar brechas e impedir as
legalidades que autorizam Satanás a agir em nossas vidas e, somente depois
disso, Deus enviará Anjos para nos
abençoar, enviará reforços dos Céus para pelejar nossas causas.
Que possamos estar nos examinando e arrancando a Babilônia e o Egito
dentro de nós! A Paz de Cristo seja com todas!
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